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MUJERES DE PARÍS GABRIELA R U A N D O vi ú l t i m a m e n t e á Gabriela R e j a n e? ¡Ah, s í L a famosa noche de la repeíition de Chanlecler... ¡Oh! Iba a r m a d a de todas armas... E l e g a n t e t r a j e de soiree. escote embrillantado, g r a n capa de zibelina y el inevitable pañolito de encaje en la mano, que hace constantes viajes p a r a posarse suavemente so l) re la n a r i z A c o m p a nál) ala un señor m o r e no, de largos y r e t o r c i il o s bigotes, de m i r a r descarado, frac impecable y reluciente clac. A Gabriela Reja n e no la convenció Chaiileder, y no sólo no la convenció, sino que no hi interesó t a m p o c o Busca emociones fuertes- ¡está cerca de los sesenta! -y en el teatro no e n c u e n t r a ya las violentas conmoción e s ue su espíritu sediento apetece. J. a interesa muchísimo m á s un roccso sensacional y por eso no falta jamás á n i n g u n a de las vistas famosas (iuo los T r i b u n a les celebran. E n París no dejó li- -i escapar una sola de las sesiones del proceso Steinheil, y era la más e n c a r n i z a d a enemiga de la t r á g i c a viuda. Al fmal de cada sesión, rodeada de literatos y periodistas, hacía todos los días el resumen, ni más ni menos t ue pudiera hacerlo un m a g i s t r a d o ducho y lleno de experiencia. E s t o de los procesos enlo ¡uece á Gabriela R e j a n e R e cientemente a b a n d o n ó su teatro y u n a comedia en pleno éxito p a r a m a r c h a r s e á V e necia una semana. Q u e r í a ver á la T a r n o w s k a esa rusa í a al que g a s t a b a los hombres como si fueran t r a j e s de l) ai ¡e, y revolvió todo el cuerpo lil) lomático p a r a n c se l a concediera un i) ernliso esi ecial eme la abriese las p u e r t a s del T r i b u n a l Llegó, vio á la T a r n o w s k a y regresó á P a rís, satisfecha ya la curiri ídad. P e r o en P a rís las gentes se p r e g u n t a n ¿Q u é tendrán e s o s esp e c t á c u los t uc tanto interesan á Gabric l a R e j a n e? Y o pi e n s o que quizá está meditando la perpetración de al g ú n crimen sensacional. Porque (labriela R e j a n e debe estar un poco descorazonada, á j u z g a r por los proyectos que se la atribuyen. Dícese que deja el t e a t r o l í n t e n d á m o n o s no. deja de t r a b a j a r lo que hace es a b a n d o n a r el t e a t r o al que dio su nombre, cansada ya, sin duda, de p e r d e r d i n e r o Sí, señores, de perder d i n e r o E s r a r o ¿v e r d a d? U n a de las mejores REIANE a r t i s t a s parisinas, de las que m á s público a r r a s t r a n Pues, sin e m b a r g o el hecho es a u t é n t i c o L a R e j a ne, p a r a e n j u g a r los déficits anuales de su t e a t r o tiene que salir á h a c e r excursiones por provincias y tonrnées por el e x t r a n j e r o Cuando se a p r o x i m a un final de mes pavoroso, Gabriela R e j a n e l e v a n t a el vuelo y se va á d a r seis ú ocho funciones en B r u s e l a s Al volver se íi todo el mundo y... vuelta á ar. llegó á ser tan monótono, iie lial actriz decidió u n a buena la dejar el teatro y dedicarse y e x c h i s i v a m e n t e á la explotae las íouriiccs, ue es la parte ante del negocio pie hacen los randes artistas franceses. ¿Q u é e r a a h o r a del t e a t r o R e j a n e? Bal: Se uedarán c o n él 1 a antelme ó M o m i a Delza, ó cualliera de las m u c h a c h a s ue h a n t e a t r o por jiasar el r a t o y leiitan con p r o t e c t o r e s millo irios (pie paguen tan costosos iprichos. líl t e a t r o Rejane se- imará teatro L a n t c l m e ó t e a t r o onna Delza, y seguirá costando 1 sentido á sus ro ieta r i o s, jrc ue el público arisiense dice- le no le da la g a n a de subir la le B l a n c h e ¡Y cuando Ga iela R e j a n e no ha logrado lleir público á su t e a t r o P e r o eso s í ¡cuakiuiera va á ider escuchar á la R e j a n e! Su ento será a h o r a más lacrimoso sus latiguillos m á s frecuens... Se d a r á aires de víctima, y ando la veamos e r r a n t e por os t e a t r o s de Dios, p a r e c e r á le nos d i c e ¿No habéis visto lé injusticia? ¡Yo, la m e j o r ar 5 ta del mundo, no poder t e n e r i t e a t r o j ropio! -Sí, s e ñ o r a C i e r t o m u y I I M e r t o i) ero la culna la tienen los fi i- irisienses, que si no les regalan I localidad no van al t e a t r o Los J B o t e a t r o s de París viven casi m K todos del público e x t r a n BEl j e r o y el público e x t r a n j e r o no entiende de t é r m i nos m e d i o s ó va á la pe? kt A Folies Bergeres, y en caso de duda, no vacila... ¡S e va á Folies Bergeres I Gabri e 1 a t Reja n e h a visto esto y se resig n a dirigí c n d o m i r a da s lánguidas al m o c e t ó 11 m o r eno de I los bigo t e s retorc i d o s que a a c o m p a ñ a y multiplicando los viajes á la nariz del pañolito de encaje que no a b a n d o n a j a más... ¡Oh! Si no hubiera procesos sensacionales que la a l e g r a r a n la vida, Gabriela R e j a n e se m o r i r í a de aburrimiento... José JUAN C A D E N A S 4 BO 7 Í S H