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GENTE Q U E A N D A POR MADRID LOS DOS EXTATÍCOS A A les conmueve; ningún suceso turba D el ensueño interior de sus almas, el poderuso éxtasis que los inmoviliza horas y horas junto á los luciros desconchados y sucios de al. ííún edificio oficial. Es inútil que junto á ellos suenen gritos, estallen riñas, resuenen carcajadas. No haj- ruido capaz de extraerlos de su arrobo, de la mágica hipnosis que los petrifica, Ni el hombre ui el animal se dan por enterados de este mundo. Su envoltura terrestre es la única que reside en él. El alma está fuera, se ausentó en pos de algún ideal v con él vive. Pero los ideales de ambos extáticos deben -jer muy diversos. El del perro es seguramente plácido, tranquilo, se reviste de apariencias serenas. El aspecto soñoliento del can, el raro temblor que á veces arruga la línea negruzca de sus ojos cerrados, la paz con que lentos hililíos de saliva se desprenden de sus belfos lacios, 1 M í -MS. demuestran que en el ensueño canino no apa- í. i- gcen ni sombras ni tristezas. De fijo que por! l el horizonte limitado de su cerebro de bestia, sólo pasan ijnágenes gratas. Anchas escudillas llenas de huesos; rincones calientes y pacíficos, Goude dormir entreoyendo el crepitar de las brasas; la remota memoria ancestral de caceV T; rías por campos herbosos, donde corren fácilei presas; la silueta de alguna beldad cuadrúpeda, perdida en la niebla de una lejana época de- amor. Todo lo agradable, lo esperado, cuanto un ser puede pedir á la Naturaleza sin miedo á no ser oido, pasa y repasa por la mente del- r, perro, lo adormila en un beatifico sopor. El 3 i animal es feliz. El hombre duerme también, 3 si no, finge el sueño, el apartamiento de toda actividad. TI nna vez sola se mueve, ui agita las manos que, Deronnemente apoyadas en el puño del bastón, sos tienen perezosas eí cabo de la cadena á cuyo fin se- h a l l a c í otro reposo, el t r a n q u i l o s o ñ a r del p e r r o Mas t a n g r a n c a l m a n o p a r e c e g u a r d a r d e t r á s d e si las visiones r i s u e ñ a s q u e e n t r e t i e n e n al d o r m i d o c a n E l h o m b r e debió pedir a l a vida algo extraordinario, poder, r i q u e z a a m o r fama, y l a v i d a se lo n e g ó P o r t a l causa, el é x t a s i s del h o m b r e es a m a r g o le c o n t r a e las cejas en u n g e s t o V r) d e p r o t e s t a d e i n d i g n a c i ó n l e r o m p e el r e s o r t e d e los l a b i o s con u n d e s m a y o d e l a x i t u d d e s e s p e r a n z a d a M á s q u e d e s c a n s o e s pesadilla; es u n a d e esas t r e m e n d a s l u c h a s q u e s e t r a b a n e n l a n e g r u r a d e l s u e ñ o c o n t r a lo imposible, c o n t r a l a p i e d r a d e Sísifo q u e c a e p e r d u r a b l e m e n t e s o b r e las e s p a l d a s d e los v e n c i d o s E s é s t e u n v e n c i d o o r g u l l o s o J a m á s p i d e n i se r e b a j a á suplicar. E o s l e g e n d a r i o s r e y e s d e s p o s e í d o s q u e p o r d i o s e a b a n p o r l o s c a m i n o s d e b i e r o n t e n e r a l t i v e z s e m e j a n t e y c o m o e- ste m e n d i g o m o d e r n o t e n d e r í a n sin h a b l a r s u m a n o s u s p o b r e s d e d o s sucios, ociosos, i n ú t i l e s q u e a ú n c o n s e r v a b a n r e c i e n t e e l c o n t a c t o del cetro v del g l o b o N a d i e s a b e p o r q u é el e x t á t i c o e s t á t a n c a l l a d o s u v i d a e s u n m i s t e r i o u n o d e e s o s mi. sterios disc r e t o s q u e h a y e n M a d r i d e n q u e casi n a d i e r e p a r a y q u e p u e b l a n las calles d e l a corte c o n enjamb r e s d e s e r e s e x t r a ñ o s e n i g m á t i c o s s e m e j a n t e s á creaciones n o v e l e s c a s L o s dos d o r m i l o n e s a p a r e c e n t e m p r a n o s e r e t i r a n t a r d e L l e g a u n a h o r a del a n o c h e c e r e n l a c u a l el h o m b r e s e p a r a las m a n o s del b a s t ó n l a s refriega u n a c o n t r a otra, p a r e c e r e g r e s a r de u n lejano confín, y s a c u d e l u e g o s u a v e m e n t e l a c a d e n a d e l p e r r o A t a l i n d i c a c i ó n e l c a n s e e s t r e m e c e a b r e u n ojo, lueo- o otro, bosteza, y d e s p u é s s e d i s p o n e á m a r c h a r E l h o m b r e n o l e dice p a l a b r a l i m i t a s e á s e g u i r l o s p a s o s d e s u g u í a y l o s dos, u n o t r a s d e otro, se v a n s e alejan, s e p i e r d e n e n t r e el t: r (ygtltío, Dóñde viven? ¿Quién los espera? ¿Hay alguien que conozca el desengaño del hombre y 10 endulce con palabras, con suaves caricias habituales? El gesto amargo del extático hace dudosa tan consoladora hipótesis. Fijamente él hombre v el perro pasan solos por el mundo, y ningún ser viviente se mezcla en su sueño. Tal vez el recuerdo de algún muerto ponga en la tristeza del hombre el grato perfume de la melancolía que nace de los amores extinguidos, y si es así, no puede juzgarse desgraciado en absoluto, pues quien quiso una vez, no vivió en balde. MAURICIO LÓPEZ ROBERTS DIBU. IO DB AI. ntBTl