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les a c o s a n Mi p o e m a es l l a n t o de los h u m i l d e s y t a m b i é n v o z a i r a d a d e los d e s h e r e d a d o s T o d o lo h e s e n t i d o m i vida, m i p o b r e v i d a p a l p i t a y se e s t r e m e c e en s u s c a d e n c i a s Yo m e i r é c o n t i g o á ese d e s c a n s o q u e m e ofreces, p e r o mi o b r a q u e d a rá, ¡oh M u e r t e! L. i M U E R T E -N i ñ o p o e t a h o m b r e ¡qué cruel j u z g a r á s lo q u e v o j á d e c i r t e y sin e m b a r g o D i o s lo hizo! P a s a r á u n a r á f a g a d e t i e m p o n a d a m á s q u e u n a ráfaga, y ¿d ó n d e t u s versos? L a s p a l a b r a s q u e escribiste, p a l a b r a s q u e creías i m p r e g n a d a s d e la v i b r a c i ó n d e lo e t e r n o y a s e r á n ecos d e r u i d o s confusos y lejanos c o m o los q u e oís en la n o c h e s o b r e el h a z d e l s i l e n c i o N a d i e d e e s e i d i o m a q u e fué, a d i v i n a r á el a l m a S u s s o n i d o s petrificados, s u s frases m u e r t a s y a c e r á n p o r s i e m p r e t u s estrofas h a b r á n sido y n i n g u n o p o d r á comprend e r l a s L o s o í d o s d e l o s h o m b r e s n o s e n t i r á n su m ú s i c a l a s a l m a s su p o e s í a T o d o s e h a b r á acab a d o á u n t i e m p o el s o n i d o y la idea; el v a s o r o t o la e s e n c i a e v a p o r a d a G A B R I E L ¡D i o s m í o! ¡Dios m í o! T- A M U E R T E -P e r o a n t e s d e q u e eso s u c e d a c u a n d o a ú n el i d i o m a d e t u s v e r s o s p e r d u r e conio u n b a l b u c e o confuso d e n i ñ o s ó c o m o u n i n c o h e r e n t e m u r m u j e a r d e a n c i a n o s y a el d o l o r q u e e s t r e m e c e t u s estrofas n o s e r á u n d o l o r v u e s t r o O i r á n los h o m b r e s q u e h a n d e v e n i r t u s g r i t o s de desesperación y sonreirán desdeñosos. Lo q u e tú h a s s e n t i d o y h a n s e n t i d o c o n t i g o i n t e n s a m e n t e los q u e sois, s e m e j a r á á lo s u m o u n p l a ñ i r infantil, s i n c a u s a y s i n h o n d u r a á los h o m b r e s d e m a ñ a n a L a s i n j u s t i c i a s c o n t r a las c u a l e s p r o t e s t a s a i r a d o les p a r e c e r á n ficciones q u e t ú m i s m o i n v e n t a s t e p a r a r o b u s t e c e r el r i t m o d e t u s versos, p o r q u e los d e s c e n d i e n t e s d e esos d e s h e r e d a d o s y d e esos h u m i l d e s q u e h o y sufren y l l o r a n con t u c o r a z ó n y con t u s ojos, n o s a b r á n siquiera q u e h a b é i s ufrido y h a b é i s l l o r a d o y si a l g u n o s e lo refiere, s o n r e i r á n c o m o q u i e n o y e l a s v a g u e d a d e s m e n t i r o s a s d e u n s u e ñ o D i m e ¿á q u é concluir t u poema? G A B R I E L -T e r r i b l e s s o n ¡oh M u e r t e! t u s frases, y la v e r d a d en ellas t i e n e reflejos g r i s e s c o m o de hoja d e espada. H a b í a m e sin embargo: en t u l e n g u a j e p e r c i b o yo, e s t r e m e c i é n d o m e v i b r a c i o nes sonoras y graves, q u e n o p u e d e n extinguirse p o r q u e l l e n a n d e e t e r n i d a d el e s p a c i o H a b í a m e q u i e r o a p r e n d e r t u i d i o m a ¡Ah, si p u d i e s e t e r m i n a r e n él m i p o e m a si e s a s ú l t i m a s e s t r o f a s s e p r o n u n c i a r a n con t u voz ¡oh M u e r t e! e n t o n c e s n o m o r i r í a n n u n c a! ¡Qué a u g u s t a gloria! L A M U E R T E ¡P o b r e hijo mío! G A B R I E L -S í t a m b i é n tienes corazón de madre: en t u voz o i g o la v o z d e la m a d r e m í a ¿C ó m o p u e d e n ser tan g r a n d e s y t a n tiernas á la vez t u s p a l a b r a s q u e a b r a n r o m p i m i e n t o s d e i d e a s y acaricien c o m o m a n o s l o c a m e n t e b e s a d a s? ¿P o r q u é al oírlas m e p a r e c e e s c u c h a r el r u m o r i n m e n s o d e la i n q u i e t u d del O c é a n o al p a r q u e m i s f u g a c e s risas d e n i ñ o y veo al m i s m o t i e m p o h o r i z o n t e s l u m i n o s o s sin g r a d a c i o n e s d e l e j a n í a y a q u e l r i n cón d e t i b i a c l a r i d a d d o n d e m e d e s p e r t á b a n l o s b e s o s d e m i m a d r e bajo la v e n t a n a en q u e j u g a b a n los p r i m e r o s r a y o s del sol y los p á j a r o s m a d r u g a d o r e s? ¿Cómo p u e d e n en t u s l a b i o s a m a l g a DIBUJOS DE MÉNDEZ GRINGA m a r s e lo e t e r n o y lo p e r e c e d e r o lo i n m e n s o y lo m i n ú s c u l o lo a u g u s t o y lo infantil? D i m e M u e r t e d e a u s t e r a g r a n d e z a ¿le h a s r o b a d o t a m b i é n á la v i d a s u s d i m i n u t o s c a s c a b e l e s d e oro? ¡CómO h e d e c o n c l u i r m i p o b r e p o e m a si h e oído e n t u voz el a m p l i o a l i e n t o q u e n o se e x t i n g u e y el b a l b u c e o e n t r e c o r t a d o d e la c u n a! N o n o a c a b a r é m i p o e m a ¿para qué? Con m i s frases lo o l v i d a r í a n e n s e g u i d a los h o m b r e s l a s t u y a s l a s a d i v i n o perO n o s a b r í a proferirlas. A m o t u i d i o m a c o m o se a m a Dios, c o m o se a m a la belleza, c o m o se a m a lo eterno: con u n a a n s i a q u e h a c e c a e r d e r o d i l l a s p a r a l o g r a r con esa confesión d e n u e s t r a p e q u e n e z la d á d i v a d e u n a i n c i e r t a e s p e r a n z a ¡Mis estrofas, m á s s u b l i m e s n o v a l e n lo q u e u n a s o l a frase t u y a! ¡Todo el a r t e h u m a n o n o l o g r a r í a t r a s c r i b i r t u idioma! L- A M U E R T E -U n b e s o m í o p u e d e i n f u n d í r t e l o p e r o al b e s a r t e y o h a b r á s p e r d i d o lo q u e l l a m á i s vida. G A B R I E L ¡M o r i r! ¿P e r o s e r á m o r i r el o í r t e y el; p o d e r c o n t e s t a r t e? P u e s e n t o n c e s l a v i d a fué c o n d e n a fué p r i s i ó n fué t o r m e n t o Y, sin e m b a r g o a h í v e o c o n f u n d i d a s y m e z c l a d a s l a s estrofas dem i p o e m a i n c o n c l u s o ¡C u á n t o a m é esos p o b r e s v e r s o s p á l i d o s i n e x p r e s i v o s b a l b u c i e n t e s! Todolo m e j o r d e m i s e r e s t á e n ellos. ¿Y h a n d e morirt a n p r o n t o? N o M u e r t e m a d r e mía; p a r a lograren s e g u i d a u n b e s o t u y o r e n u n c i o c o n t e n t o á t e r r n i n a r m i p o e m a p e r o q u e esas estrofas y a escritas, las c u a l e s cincelé en i n q u i e t a vigilia, oyendoel l l a n t o d e los h o m b r e s c a e r s o b r e l a s t a z a s d e a l a b a s t r o d e la belleza, q u e esos infelices hijos m í o s m e s o b r e v i v a n u n siglo, u n o s a ñ o s t a n s ó l o ¡Que m u e r a n con los q u e n a c e n h o y q u e n o m u e r a n c o n m i g o! ¡U: aa v i d a h u m a n a p a r a ellos! ¡Sólou n a v i d a! ¡Bésame, m a d r e b é s a m e p r o n t o! La Muerte se inoUna sobre Gabriel y le besa en la recite, Gabriel expira y al descaecerse su ciierpo, la mano derecha qtteda descansando sobre el- manuscrito del- poevia. Pausa. M. ARTA (entrando) -Hijito mío, ¿cómo t e e n c u e n t r a s? Y a t r a i g o l a s a l u d B e n d i t o s e a D i o s ¡ya t r a i g o la m e d i c i n a! M e h a d i c h o el b o t i c a r i o q u e c o n esto s e c u r a n t o d o s a u n l o s m á s d e s e s p e r a- dos. ¿No m e oyes? ¿no m e c o n t e s t a s? (Aproximándose del) G a b r i e l h: ijo m í o r e s p ó n d e m e N o m e a t r e v o á m i r a r t e ¡habla! ¡hijo! Se precipita hacia el iz ¡Muerto! ¡m u e r t o! ¿e a a: le besa; le qtiiereresucitar con sus caricias. ¡M u e r t o! ¡Sola, s o l a e n eim u n d o! ¡M a l d i t a s e a l a m u e r t e! (Se estremece cotno si le oyeran. M e halarás l l a m a d o y n o t e oí... H a s m u e r t o y y o n o t e v e í a (sollasa) E x p i r a s t e y not e a c a r i c i a b a p a r a a l i v i a r t e el m i e d o N o t e b e s é al morir... (Da un grito de dolor y luego con verdadero, locura, coge los papeles manuscritos del poema. jVosotroSt e n é i s la culpa; v o s o t r o s m e lo h a b é i s m a t a d o v o s o t r o s l e a t o r m e n t a s t e i s t o d a s l a s n o c h e s! ¡Aii fuego l a s e s c r i t u r a s al fuego los p a p e l e s q u e m e h a n a s e s i n a d o á m i hijo! ¡Al f u e g o! (Arroja lasestrofas manuscritas d la chimeitea. Se alza una gran lla na. L A M U E R T E (contemplandoIct) ¡Oh i r o n í a! M A R T A í ha caído de rodillas al lado del cadáver de Gabriel tnirando con ojos de espanto por todo el ámbito dela hábitaciSn) ¿Quién h a b l a? ¿quién h a b l a? J O S É DK R O U K E Í. S íJíM. í r s t TM- J