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ZI- VAVPIX fSji O NGA el lector á gusto suyo la fecha y el Iti- gar; dígnese nada más tener á una y otro por remotos; añada, si le place, un poco de buena voluntad para creer en la autenticidad del sucedido. Helo aquí: Ocurría que aquel rey no tenía más descendencia que una hija. El rey era poderoso, valiente, bueno; sus subditos eran felices. La princesa era bella, discreta, amable; á todos enamoraba. Muchas veces se ha hablado de reyes modelos, de princesas ideales y de reinos dichosos, bien lo sé; pero pocos habrá habido tan dignos cié ser por tales reputados como el rey, la princesa y el reino de mi historia. Hasta me arriesgaría á decir que no existió ninguno. De la princesa, sobre todo, cuanto se dijera sería mísero. Fuera en vano compararla con las más hermosas mujeres de que nos hablan las crónicas y las tradiciones, ni con las cpie nosotros vemos y admiramos; aun seleccionando las exquisitas gracias de todas ellas y acumulándolas en la princesa, nunca se tendría idea de la belleza de ésta. Necesitaríase soñar con alma de poeta, de singular poeta, para aproximarse algo á la realidad sublime. Así, por lo menos, lo afirman los anales que yo he leído, en los que se añade que, si excepcional era la hermosura de la princesa, no menos lo eran su discreción y sus talentos. Y sucedió lo que otras veces sucediera en análogas circunstancias: que de todos los reinos conocidos en aquellos tiempos acudieron príncipes y magnates al afortunado reino de mi historia en petición de la mano de la excepcional princesa; todos los pretendientes eran jóvenes y apuestos; unos eran famosos por sus hazañas guerreras; otros por sus preclaros talentos; éstos por sus riquezas; aquéllos por sus virtudes. La elección era dudosa; el rey se mostraba muy perplejo; los consejeros no acertaban á ponerse de acuerdo; el corazón de la princesa vacilaba; las razones de Estado nada tenían que aducir en aquel asunto. ¿Qué hacer? A un consejero, después de prolijas reflexiones, se le ocurrió una tontería; así opina- M ron, p o r lo m e n o s los o t r o s consejeros, a u n q u e n o lo dijeran c r u d a m e n t e P r o p u s o el t a l q u e se s o m e t i e r a n á u n s o r t e o los p r e t e n d i e n t e s -Puesto que todos son igualmente dignos- -dijo- -á la m a n o de n u e s t r a princesa, q u e s e a la s u e r t e la cjue d e c i d a Así n o s e r á d e s a i r a d a la sit u a c i ó n de los d e s a f o r t u n a d o s y así n o o c u r r i r á el caso d e q u e m á s a d e l a n t e p u d i e r a n a d i e a r r e p e n t i r s e d e s u elección. T a l v e z n o c a r e c i e r a de cierto v a l o r el a r g u m e n t ó pero, como q u e d a dicho, se les a n t o j ó u n a t o n t e r í a á los d e m á s consejeros. Y n o s o l a m e n t e á éstos. E o s p r e t e n d i e n t e s p r o t e s t a r o n u n á n i m e s t e n í a c a d a c u a l s o b r a d a e s t i m a c i ó n d e sí m i s m o p a r a n o creer q u e á la p o s t r e s e r í a él q u i e n t r i u n fara p o r s u s p r o p i o s m é r i t o s A la p r i n c e s a y al r e y t a m p o c o l e s a g r a d ó lo del s o r t e o á l a p r i m e ra, p o r q u e le r e p u g n a b a m e z c l a r el a m o r en u n j u e g o d e azar; al s e g u n d o p o r q u e al fin a c a b a b a d e o c u r r í r s e l e u n a solución, y t o d o s a c o s t u m b r a n á e n c o n t r a r m e j o r e s las o p i n i o n e s p r o p i a s c u a n t o m á s si se e s t á h a b i t u a d o á q u e los o t r o s las a c e p t e n Y el r e y r e u n i ó á los p r e t e n d i e n t e s y r o d e a d o d e s u s consejeros, s e n t a d o en s u t r o n o con la p r i n c e s a al lado, l e s dijo así: -Sé q u e n o es n u e v o lo q u e v o y á p r o p o n e r o s p r o c e d i m i e n t o s a n á l o g o s se h a n p u e s t o en p r á c t i c a o t r a s v e c e s p o r a n á l o g o s m o t i v o s p e r o ¿por q u é n o se h a d e r e p e t i r u n h e c h o si s u s r e s u l t a d o s fueron b u e n o s? E o s consejeros s e m i r a r o n u n o s á o t r o s con i n e q u í v o c a s m u e s t r a s de a d m i r a c i ó n p o r l a felicísim a frase del m o n a r c a E o s p r e t e n d i e n t e s n o p e s tañearon. -Así, p u e s h e r e s u e l t o- -s i g u i ó d i c i e n d o el r e y- -que, con a r r e g l o á v a r i o s p r e c e d e n t e s (en a q u e llos t i e m p o s los h a b í a ya) s a l g á i s d e m i r e i n o d u r a n t e u n a ñ o V o l v e d ese p l a z o t e r m i n a d o y a q u e l q u e ofrezca á m i h i j a l a p r i n c e s a l a a c c i ó n m á s bella y meritoria, será dueño de su mano. Decidirá un tribunal idóneo. Calló el r e y E f e c t i v a m e n t e s u p r o p o s i c i ó n n o ofrecía n o v e d a d a l g u n a L l e n a s e s t á n l a s hi. stor i a s de s e m e j a n t e s c o n c u r s o s y n o t o d o s con l o s