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Cómo se disfrazó Manolín de niño rico 2 j T q u e d a r s e B r í g i d a v i u d a p a s ó t e r r i b l e s h a m b r e s p u e s el c h i q u i l l o con q u e Dios p r e m i ó s u v d v i breve amor conyugal era un estorbo para toda labor retribuida. El m a m ó n aquel ocasionó á s u m a d r e infinitos d i s g u s t o s y sólo al e n c o n t r a r B r í g i d a el a u x i l i o de u n a p o r t e r í a de la calle de los A b a d e s p u d o t e n e r t r a n q u i l i d a d suficiente p a r a q u e r e r á M a n o l í n con l a p a s i ó n v i o l e n t a de l a s m a d r e s L a p o r t e r í a fué u n asilo p a r a la virida. A q u e l c u c h i t r i l a c r i s t a l a d o a q u e l l a e x i g u a cocina, el c a m a r a n c h ó n en q u e d o r m í a n B r í g i d a y M a n o l í n a m p a r a r o n la v i d a d e la p o r t e r a E n l a calle t r a n q u i l a j u g ó M a n o l í n bajo el i n a l t e r a b l e a z u l del v e r a n o al s o p l o i r r e g u l a r d e l o s v e n t a r r o n e s i n v e r n a l e s D e s d e el f o n d o del por tal, e n t r e s o m b r a s B r í g i d a c e l a b a los j u e g o s del chiquillo, y c u a n d o c u a l q u i e r s u c e s o ocurría, la v o z de la p o r t e r a b r o t a b a del t e n e b r o s o t ú n e l i m p e r a t i v a 3 c o n m i n a d o r a u s a n d o de t é r m i n o s v i o l e n t o s p a r a o r d e n a r á M a n o l í n se r e i n t e g r a s e en la c a s a m a t e r n a ¡C h i c o o o o o! -g r i t a b a d e s d e el a n t r o -m é t e t e pa adrento, q u e t e l a v a s á g a n a r Pero como Manolín estaba convencido d e n o g a n a r s e n a d a a u n q u e s i g u i e s e en l a calle, c o n t i n u a b a e n r e d a n d o sin i m p o r t a r- sele u n a r d i t e d e l a s a m e n a z a d o r e s v o c e s maternales que, después de zumbar algún r a t o se a c a l l a b a n en l a cocina, e n t r e el m u r m u r a n t e coloquio de l a s ollas. Manolín manejaba á su m a d r e como quería. Cosa q u e se le a n t o j a s e cosa h e c h a y a u n q u e á v e c e s l a escasez d e m e t a l e s d i s t a n c i a b a a l g o el d e s e o d e s u r e a l i z a c i ó n l a t e r q u e d a d d e M a n o l í n los u n í a al c a b o Tambores, látigos, cornetas, peones, pitos, e n c a s c a b e l a d o s a r r e o s t o d o s los j u g u e t e s populares y económicos pasaron por las d e s t r u c t o r a s m a n o s del chiquillo. P e r o t a l e s c h i r i m b o l o s p e r d i e r o n s u encanto desde que un día de Carnaval vio Manolín un coche donde iban niños vestidos d e p a y a s o s Da r á p i d a v i s i ó n d e a q u e l l o s s e r e s c u b i e r t o s d e t e l a s claras, de g a l o n e s d e o r o d e c i n t a s r e v o l a n t e s dejó t a l h u e l l a en s u cerebro, í que y a n o d e s e ó o t r a cosa y le m a n i f e s t ó á s u m a d r e q u e él q u e r í a d i s frazarse d e p a y a s o c o m o los n i ñ o s ricos. ¡Virgen d é l a P a l o m a! ¡Qué r i s a t a n g r a n -i d e le e n t r ó á l a B r í g i d a! ¡Vestirse d e n i ñ o- rico! ¡Jesús, q u é cosas se les o c u r r r e n á los chiquillos! Y n o p e n s ó m á s en ello, c r e y e n 0 ser aquél un antojo momentáneo. P e r o c o m o M a n o l í n s i g u i ó h a b l a n d o de los d i c h o s o s trajes 3 n o d e j a b a p a s a r d í a sin m e n t a r l o s Brígida, h a r t a d e t a l c a n t i l e n a le dijo q u e si n o le g a s t a b a u n o c h a v o en o t r o s j u g u e t e s p o d r í a a h o r r a r lo suficiente p a r a comp r a r l e el famoso v e s t i d o A h o r a si le p e d í a o t r o s j u g u e t e s a d i ó s disfraz de p a j a s o C o m o M a n o l í n e r a h o m b r e serio y fiel c u m p l i d o r de u n c o m p r o m i s o n o p i d i ó j u g u e t e a l g u n o y sólo de v e z e n v e z i n t e r r o g a b a á s u m a d r e p a r a e n t e r a r s e del a u m e n t o d e los a h o r r o s D e e s t a m a n e r a s u p o p o r A g o s t o q u e v a h a b í a p a r a los z a p a t o s y l o s p a n t a l o n e s y p o r E n e r o q u e sólo f a l t a b a n u n a s p e s e t a s p a r a el g o r r o v p a r a los infinitos c a s c a b e l e s q u e el chico a n s i a b a v e r cosidos e n t o d a s l a s cost u r a s del traje. Un p o c o m á s de t i e m p o y el disfraz a p a r e c e r í a s i e n d o p a s m o de t o d o s los c h i q u i l l o s del b a r r i o V o r g u l l o de s u d i c h o s o d u e ñ o M a s s u c e d i ó q u e el d í a a n t e s d e c o m p r a r B r í g i d a los a v í o s del traje, M a n o l í n e n l o q u e c i d o p o r el p r ó x i m o a c o n t e c i m i e n t o corrió c o m o u n loco, saltó, se sofocó m u c h o m e t i ó los pies en u n c h a r c o y, p a r a fin d e fiesta, se comió cerca d e u n a l i b r a de c a s t a ñ a s p i l o n g a s A c o n s e c u e n c i a de t o d o esto t u v o a q u e l l a n o c h e fiebre m u v alta, m o l e s t í s i m a tos, s e p u s o m u y n i a l i t o T a n m a l i t o q u e n o t e ñ í a r e m e d i o s u- e n f e r m e d a d E r a u n a c a l e n t u r a del tifiís, c o m o e x p l i c a b a l a a t r i b u l a d a Brío- ida á l a s c o m a d r e s p r e g u n t o n a s Y a q u e l l a c a l e n t u r a del tifus se l l e v a b a á M a n o l í n á t o d o correr c a n u n o de los j a r d i n e s p a r a d i s i a c o s d o n d e los c h i q u i l l o s difuntos g o z a n d e j u e g o s e t e r n o s M a n o l í n se m u r i ó la v í s p e r a d e C a r n a v a l E a p o r t e r a s e q u e d ó c o m o a l e l a d a m u d a a b s o r t a a n t e el i n m ó v i l c u e r p o del chiquillo, v sólo salió de s u d o l o r c u a n d o las v e c i n a s l a i n t e r r o g a r o n a c e r c a del e n t i e r r o Al oir a q u e l l a p r e g u n t a B r í g i d a se l e v a n t ó h u r o n e ó en el b a ú l y e x t r a y e n d o u n p u ñ a d o d e m o n e d a s dijo llorosa: E s t o e r a j -estile de p a y a s í n ¡Ángel m í o c o r d e r o d e su madre... Q u e l e llev e n c o m o á n i ñ o rico... q u e le t r a i g a n u n coche b u e n o b l a n c o con p l u m a s y tír? iia d e cristales. -i u n q u e m u r m u r a n d o d e t a l despilfarro, l a s c o m a d r e s a c a t a r o n el d e s e o de l a v i u d a Y así, el l u n e s de Carnaval e n t r e el g e n t í o bullicioso, s a l p i c a d o d é l a s m a n c h a s a l e g r e s d e l a s- m á s c a r a s p a s ó M a n o l í n en s u íujoso c a r r u a j e q u e d i s i m u l a n d o con s u s p e n a c h o s s u s v i d r i o s y s u s a d o r n o s l a p o b r e z a del m u e r t o e r a c o m o a q u e l disfraz d e n i ñ o rico q u e a n s i ó p o r t a n t o t i e m p o MAURICIO LÓPEZ DIBUJO DE EEGIDOE ROBERTS