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530 BLANCO Y NÉGllO dado pocos días a n t e s y o t r o a q n e l l a m a ñ a n a Al acercarse á la calle d e B iteros, salió d e l soportal el h o m b r e embozado, se dirigió a l coc h e r o é hizo p a r a r el c a r r u a j e llegó á la v e n t a n i l l a c u a l si h u b i e s e d e h a b l a r con V i l l a m e d i a n a y a l asomarse el C o n d e le asestó el embozado u n a como ballestilla, a r m a t a n a g u d a y c o r t a n t e y con t a n feroz empuje flechada, q u e le atravesó n n brazo y el pecho, y rompiéndole dos costillas; l a c r u e l p u n t a asomó por u n h o m b r o Sentirse herido el Conde, y abrir l a portezuela p a r a v e n g a r s e del i n f a m e asesino, t o d o fué u n o a u n t u v o t i e m p o y á n i m o p a r a d i r i g i r la m a n o á l a espada; pero sintiendo q u e le d e s a m p a r a b a el espíritu, s o l a m e n t e acortó á decir: E s t o es hecho y dio en t i e r r a consigo, b r o t a n d o p o r l a h e r i d a en l a c u a l s e d i c e q u e e n t r a b a u n a m a n o t a l f u e n t e d e sangre, q u e a p e n a s debió q u e d a r l e g o t a en las v e n a s Saltó ü L u i s d e l coche, tropezando e n el c a d á v e r d e su infeliz a m i g o y el agresor en t a n t o llevándose debajo de l a c a p a l a b a l l e s t a alevosa, y escabuyéndose e n t r e l a g e n t e resguardado p o r otros d o s t o m ó á pocos pasos la r e v u e l t a y sombría callejuela d e S a n Ginés, l l a m a d a después calle d e Coloreros, y desapareció sin que p u d i e r a n a d i e seguirle ni conocerle. L l e v a r o n el c a d á v e r d e l Conde a l p o r t a l d e su casa, y allí fué reconocido p o r u n escribano, á petición del p r e s u n t o heredero E l Semmia- riopintoresco español, en su n ú m e r o d e l 17 d e S e p t i e m b r e d e 1854. p u b l i c ó el testimonio de dicho escribano, q u e es curiosísimo d o c u m e n t o Dice asi: Yo M a n u e l d e Pernia, escrivano del E e y Nuestro Señor, d e los q u e residen en su corte, certifico y doy fe que oy d i a d e l a fecha desta, a h o r a d e las n u e v e de l a noche, poco m a s ó menos, f uy en casa de L o n J u a n Tasis, conde d e Villamediana Correo m a y o r destos reynos, a l q u a l doy fe que conozco y le vi t e n d i d o en u n a c a m a m u e r t o n a t u r a l m e n t e q u e d i x e r o n av erle m u e r t o d e u n a estocada en l a calle m a y o r cerca d e l a callejuela d e S. Ginés. Y p a r a q u e dello conste de p e d i m i e n t o de l a p a r t e del conde de O ñ a t e di este, en Madrid á v e y n t e y u n o d e Agosto d e 1622. Y en fe dello lo signé en t e s t i m o n i o d e verdad. -Manuel Pernia. L a m u e r t e d e l Conde produjo g r a n d e y g e n e r a l impresión por las c i r c u n s t a n c i a s d e l hecho, por l a calidad y a n t e c e d e n t e s d e l m u e r t o p: r las h a b l i l l a s y m u r m u r a c i o n e s á q u e h a b í a n d a d o motivo a n t e s su v i d a y después su m u e r t e y por los versos que en aquellos días escribieron casi todos los poetas, unos, los menos, h a c i e n d o el elogio d e l asesinado, otros, v e n g a n d o con t a l ocasión, a n t i g u o s r e s e n t i m i e n t o s y los m á s d a n d o á e n t e n d e r con embozados giros, la s u p u e s t a causa q u e t u v o el t r á g i c o fin del desdichado Conde. Pero n i n g u n o d e aquellos ingenios agudos y esclarecidos logró h a c e r u n epigrama t a n sencillo; perfecto y expresivo, como el que, sin d u d a i n c o n s c i e n t e m e n t e hizo el escribano P e r n i a en el preinserto t e s t i m o n i o E l Conde h a b í a m u e r t o naturalmente d e u n a estocada. E r a V i l l a m e d i a n a según todos sus biógrafos, joven (murió á los c u a r e n t a y dos años) bello, b i e n formado- b r a v o magnífico, g a l a n t e é ingenioso, a l p u n t o d e que, según l a Condesa d e Aulnoy en l a Relacióíi del viaje por E ipaña (ila R e i n a necesitó de t o d a l a a u s t e r i d a d d e su v i r t u d p a r a n o ceder a l m é r i t o d e l Conde Cervantes en su Viajé del Parnaso, y L o p e de Vega en su hatirel de Apolo, h a b í a n elogiado c u m p l i d a m e n t e el ingenio y l a g a l l a r d í a d e Tassis. Cervantes, q u e en el c a n t o l i d e su Viaje h a b í a escrito: Tú, él de Tillamediana, el más famoso De cuantos entre griegos y latinos Alcanzaron el lauro venturoso, Cruzarás por las sendas y caminos Que al monte guían, porque más seguros Llaguen á él los simples peregrinos So satisfecho con esto, dedicóle en el c a n t o v i i i y ú l t i m o n a d a m e n o s que las siguientes a l a b a n z a s Será D. Juan de Tassis de mi cuanto Principio, porque sea memorable, Y lleguen mis palabras á mi intento. Este varón en liberal notable, Que una mediana villa le hace conde tiendo rej, en sus obras, admirable; Éste que sus haberes nunca esconde, pues siempre los reparte ó los derrama, Ya sepa adonde ó ya no sepa adonde; Éste á quien tiene tan en fil la fama Puesta la alteza de su nombre claro, Que liberal y pródigo se llama, Qaiso pródigo aquí, y allí no a aro, Primer mantenedor ser de un torneo Qu 3 á fiestas sobrehumanas le comparo. Kespondeu sus grandezas al deseo Que tiene de mostrarse alegre, viendo De España y Francia el regio himeneo. ¿Qué p u d o p e r d e r á h o m b r e que tales elogios merecía, si no fueron aquellos supuestos amores p o r la Reina, d e que hacía g a l a y a l a r d e saliendo e n u n a fiesta d e cañas con el vestido bordado de reales d e p l a t a y la sabidísima divisa: Son mis amores? Acaso su c a r á c t e r atrabiliario, q u e a u n con las d a m a s se manifestaba, como ocurrió c o n l a d e sus primeros amores, la Marquesa del Valle d e Guajaca, á la q u e despojó con violencia d e unas joyas que le h a b í a dado, p o n i e n d o además las m a n o s en ella y escribiéndola por a ñ a d i d u r a u n soneto c r u d a m e n t e injurioso; acaso su afición e x t r e m a d a al juego y á los amoríos, q u e pudieron d a r m a r g e n á a l g u n a t r a i d o r a é i n f a m e vengan; ía; acaso lo a t r e vido y desvergonzado d e su m u s a satírica, q u e siempre l l e g a b a al insulto y á l a ofensa personal, t r a t á r a s e de g r a n d e s como el Conde- Duque d e Olivares y el D u q u e d e L e r m a ó d e p e q u e ñ o s como el c o m e d i a n t e Alonso d e Morales y el alguacil d e corte D. Pedro Verjel. Sea d e ello lo que fuere, los versos escritos á su m u e r t e r e v e l a n la d i s t i n t a opinión en q u e era tenido. P a r a t e r m i n a r estos a p u n t e s recordaremos aquí c u a t r o décimas d e c u a t r o ingenios famosos, no haciéndolo con la que comienza l fentidero de Madrid p o r h a r t o conocida: Da Lope de Vega. Aquí, con hado fatal, Yace un poeta gentil: Murió casi juvenil Por ser tanto Javenal. TJn tosco y fiero puñal De su edad desfloró el fruto; Üindi al acero tributo; Pero no es. la vez primera Que se haya visto que muera César al pof j j Bruto. De D. Antonio de Mendoza. Yace en perpetua quietud, Debajo este mármol duro, Aquel que habló lo más puro Y meno 3 de la virtud. En un fúnebre ataúi Le puso un golpe fatal; Dicen por cierta señal, Los que asi muerto le v n, Que porque dijo mal bien, Dejó la vida bien mal. De D. Juan R. de Alarcón. Aquí yace un maldiciente Que basta de si dijo mal, Cuya ceniza inmortal Sepu cro ocupa decente. Memoria dejó á la gente Del bien y del mal vivir; Con hierro vino á morir, Dando á todos á entender Cómo pudo un mal hacer Acabar su mal decir. Del Dr. Mira de Amescua. Ayer fui Conde, boy soy nada; Fui profeta, y vi en mis días Cumplidas mis profecías Mi verdad autorizada. De algún villano la espada Cortó la flor de mi edad; Y Madrid, con su piedad, Me tiene canonizado, Pues dice que me han quitado La vida por la verdad. l o d e l 10 d e J u H o ú l t i m o y e n t r e las n o t a s d e l Álbum de B L A N C O Y N E G K O p u b l i c a m o s u n facsímile d e l Conde d e Villai l l a s d e l a l a r g u í s i m a composición q u e l l e v a b a en el bolsillo c u a n d o le d i e r o n m u e r t e TELLO TELLEZ.