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A t e r r i b l e noche d e l 10 d e Abril de 1865, la noche tal d e Sao Daniel como c a n t a n en La Dica, será e t e r n a m e n t e m e m o r a b l e y famosa en los a n a l e s d e Madrid, p o r los tristísimos a c o n t e c i m i e n t o s d e q u e en e l l a fué t e a t r o esta villa y corte. Don E m i l i o Castelar, que en a q u e l l a fecha era ya catedrático de l a Universidad, por oposición, apóstol adorado y propag a n d i s t a i n f a t i g a b l e d e la democracia, había sido procesado pocos d i a s a h t e s por l a publicación d e su célebre a r t í c u l o El rasgo y el Gobierno reaccionario q u e presidia el g e n e r a l N a r v á e z d e s a t e n t a d o y ciego, empeñóse eü castigar lo q u e juzgó demasías del periodista, p r i v a n d o a r b i t r a r i a m e n t e d e su c á t e d r a al profesor. Resistióse el dignísimo r e c t o r Sr. M o n t a l b á n á s e c u n d a r los propósitos del Gobierno, y éste se apresuró á destituirlo, n o m b r a n d o en su l u g a r al Sr. Marqués d e Zafra. Los e s t u d i a n t e s m a d r i l e ñ o s q u e a d m i r a b a n a l Sr. Castelar, y que en su i n m e n s a mayoría, siempre nobles y liberales, n i entonces n i n u n c a h a n podido t r a n s i g i r con la a r b i t r a r i e d a d ni ver con c a l m a la iniusticia, p r e t e n d i e r o n p r o t e s t a r i n d i r e c t a m e n t e d e aquel atropello, manifest a n d o sus s i m p a t í a s al r e c t o r d e s t i t u i d o y con tales propósitos solicitaron permiso p a r a obsequiarle con u n a serenata l a noche d e l 8 d e A b r i l en su domicilio d e l a calle d e S a n t a Clara. Concediólo el G o b e r n a d o r q u e era á l a sazón D. José Gutiérrez d e la Vega: pero D, L u i s González Brabo, Ministro de l a Gobernación, juzgó aquella manifestación i m p r u d e n t e y subversiva y á la h o r a señalada, no o b s t a n t e el permiso concedido, c u a n d o a n t e la casa del ex r e c t o r h a l l á b a n s e reunidos millares de estudiantes, presentóse la G u a r d i a civil v e t e r a n a con orden t e r m i n a n t e d e disolver los grupos. A q u e l l a i n f o r m a l i d a d a q u e l nuevo atropello, a u m e n t a r o n l a i n d i g n a c i ó n d e los estudiantes, pero dispersados p o r la fuerza, se l i m i t a r o n á m a n i f e s t a r su d e s c o n t e n t o silbando estrepitosamente á l a G u a r d i a v e t e r a n a al Gobernador, á González Brabo y al Gobierno P a s ó el d í a 9 sin q u e ocurriera cosa a l g u n a d i g n a d e m e n c i ó n en l a t a r d e del 10 d e b í a j u r a r su cargo en el P a r a n i n f o d e la Universidad el n u e v o rector, y los e s t u d i a n t e s procuraron presenciar el acto; pero e n c o n t r a r o n las p u e r t a s cerradas y ocupado por la G u a r d i a civil el edificio. U n e s t u d i a n t e t u v o la donosa ocurrencia d e escribir en la pared, con g r a n d e s l e t r a s OíiaHcl de la G uardia eirAl. Otros. al ver q u e sólo a b r í a n á los profesores, q u e l l a m a b a n con los nudillos, h a c i e n d o u n a seña convenida, cogieron u n b u r r o q u e por allí pasaba, hicieron la seña, y a l abrirles ía p u e r t a lo lanzaron d e a t r o con l a a l g a z a r a y chacota consiguientes y n a t u r a l e s Todo h u b i e r a t e r m i n a d o sin o t r a s consecuencias lamentables como sucedió en la n o c h e del día 8, si el Gobierno n o h u b i e r a creído necesario provocar m a y o r conflicto p a r a justificar, con p r e t e x t o d e l a conservación del oiden, u n a v i o l e n t a situación d e fuerza, y por l a noche, c u a n d o l a P u e r t a d e l Sol estaba l l e n a d e inofensivos curiosos, pacíficos t r a n s e ú n t e s é i n e r m e s e s t u d i a n t e s q u e se c o n t e n t a b a n con silbar á m á s y mejor, no h u b i e r a m e t i d o e n t r e ellos adiestrados polizontes, q u e c a m b i a r o n el tono y c a r á c t e r d e l a manifestación l a n z a n d o gritos subversivos; E s t o era lo q u e se esperaba. Acudieron en seguida fuerzas de la G u a r d i a v e t e r a n a d e á p i e y d e á caballo, y sin hacer las previas i n t i m a ciones que la ley d e t e r m i n a sin má? avisos n i a d v e r t e n c i a s c o m e n z a r o n las cargas y las descargas c o n t r a l a descuidada m u c h e d u m b r e comenzó a q u e l l a t e r r i b l e carniceria, a q u e l i n f a m e ojeo, cuyos p o r m e n o r e s no h e d e r e l a t a r poi- que no h a y s e g u r a m e n t e q u i e n no los conozca y no los recuerde y no los c o n d e n e Diez ó doce paisanos muertos, m á s d e doscientos heridos y u n desdichado e s t u d i a n t e d e T a l a v e r a q u e se volvió loco, fueron las v í c t i m a s d e aquella s a n g r i e n t a j o r n a d a E n t r e los agresores no liubo q u e l a m e n t a r m á s desgracias q u e u n g u a r d i a contuso y n- n, aaballo herido. E s t e curioso d e t a l l e m e t r a e á l a m e m o r i a u n o s graciosísimos versos que á los pocos días publicó el ingenioso p o e t a M a n u e l d e l Palacio, algunos d e los que h e de copiar p a r a prestar á este relato l a a m e n i d a d que t a n bien se aviene con l a índole d e B L A X C O y NEGRO. ¡Qué lluvia de ouchilladasl Sacáronme á la oración Exdla. Tnó: ¡Triunfe el Gobiei no, ¡Qué dicterios, qué corridas! La noche del diez lie Abril, Y á ellos, muchachos, valorli ¡Ouántas qupjas motivadas! Llevando encima un civil Salieron, pues, galopando Yo, Silvestre Matalón, Y detrás un pelotón. Y para tantas heridas, Los jinetes que allí había; Caballo Ae los más malos E ra el civil veterano Qiié poquísimas pe- íradas! Pignió la gente gritanílo, Quo sostiene la nación, Una en esto me alcanzó Hombre muy áui- o de mano, Y yo, sin saber qué hacia. Y tan hecho á llevar palos Como llovida del cielo Una especie de Roldan, Salí también relinchando. Como á darlos D, Rataón; Todo mi c ierpo tembló, Oon alma de valenciano Por donde quiera que fui, Con el respeto debi. io La razón atropelté, Y ni. fletes de alemán. Y al lin vinimos al suelo A quien jamás me ha oferidMo, La virtud escarnecí, Paramos junto á un farol líl guardia civil y yo. Ki menos me ha calamniaio, A los ancianos pisé T) e la gran Puerta del Sol, Y á quien si no aie ha montiido Como eiíta es mi h rida Fola, Y á los niños embestiY íidi K 1 páblico que había Será porque no ha querido, Mandar debo enhoramala Yo en los portales entré, iSoá miraba v su raía Voy la verdad á contar Al Gobi Tiio que me inmola, Y las aceras barrí. ¡Piiblico al fin y spañoll Del suceso singular Y que al herirme de ba? Yo los grapos derribé, Geneíales y paisanos Entre guerrero y civil, Casi me ha herido de bola. Y en todas partes dejé Alzaban a Ií las manos; Que aiin h y me hace Tpcordar Memoria amaina de mi. Todos á un tiempo mandaban La noche del diez de Abril. Y con estilo imparcial, ¡Ríndete ó muere, gran piUoU Y las g- entes aumentaban Del bando ministerial Gritaba á más no poder Y también los veteranos. Haré la historia y proceso; El sargento Tabardillo, Llepró á este tiempo un señor Aunque tal vez para eso Y el pillo era una mnjer No soy bastante animal. D Cargada con un chiquillo. De mi cuadz a- habitación Muy g- ordo y muy hablador, Y txa, i de largar un terno, Al d í a s i g a í e n t e d e aquellos sacesos, los Ministros se reunieron en Consejo p a r a acordar lo q u e h a b í a n d e decir al p r e s e n t a r s e en las Cortes y ser interpelados. K n aquel Consejo ocurrió u n he: ho e x t r a ñ o terrible, casual, pero q u e u n a imaginación supersticiosa podía enlazar con los pasados acontecimientos. E r a el MinísCro d e F o m e n t o D A n t o n i o Alcalá Galiano, a n c i a a o respetable, escritor distinguido, persona excelente, p e r o político desdichadísimo y funesto, al q u e Busebio Blasco h a b í a dirigido pocos días a n t e s éste, e n t r e otros p u n z a n t e s epigramas: Dónde h a y m á s i n m o r a l i d a d política, en Alcalá d e H e n a r e s ó en Alcalá d e G u a d a i r a? -E n Alcalá Galiano. El, por razón de su cargo, h a b í a sido el q u e d e s t i t u y ó al rector Sr. M o n t a l b á n él quien h a b í a d e separar á D. Emilio Castelar d e su c á t e d r a causas primordiales d e los tristes sucesos ocurridos. É l en su j u v e n t u d h a b í a sido v í c t i m a d e u n atropello semejante en o t r a j o r n a d a n o menos s a n g r i e n t a y memorable, el 10 de Marzo de 1820, eu Cádiz, j o r n a d a que r e l a t a con curiosos pormenores en sus Memorias de un anoiano. E s t e recuerdo, esta coincidencia le acongojaron sobremanera; su criterio y sus sentimientos le h a c í a n disentir de la opinión que s u s t e n t a b a el Ministro d e l a Gobernación, González Brabo, y c u a n d o con él estaba discutiendo, fué acometido por u n a apoplejía serosa, q u e t e r m i n ó en b r e v e espacio su existencia, en el mismo sillón del Consejo y á las pocas horas d e los hechos referidos. Los debates p a r l a m e n t a r i o s que m o t i v a r o n los sucesos d e l 10 de Abril son i n o l v i d a b l e s en ellos i n t e r v i n i e r o n lo m á s notables y elocuent e s oradores d e a m b a s Cámaras Kios Rosas calificó d e ntUerahles á los c a u s a n t e s d e aquellas desdichas, y c u a n d o el g e u e r a l Sanz pidió q n e se escribiera l a p a l a b r a lanzó a q u e l l a sublime frase d i g n a d e Cicerón ó de Demóstenes: Yo h e calificado d e mi n- ahles á los q u e t u v i e r o n l a culpa, y lo son, y m a n t e n g o esa p a l a b r a y pido t a m b i é n q u e se escriba. Si no hubiera salido d e m i s labios, pediría q u e se esculpiera. E n u n a d e aquellas i n t e r e s a n t e s sesiones, el a c t u a l F r e s i d e a t e d e l Gobierno, D. A n t o n i o Cánovas del Castillo, p r o n u n c i ó u n o d e sus m e jores discursos- -por cierto con p a r t i c u l a r aplauso d e D. Francisco Romero Robledo, q u e á su lado estaba, -y en aquel discurso estas elocuent í s i m a s frases, que siempre d e b i e r a n ser recordadas, y que copio p a r a t e r m i n a r E l g r a n P M a r i a n a en su Tratad del rey y de la imtitución real, establece como b a s e d e d o c t r i n a q u e el r e y está sujeto, completam e n t e sujeto, á las leyes; y estar sujeto, estar por debajo d e las leyes, es no poder sobreponerse á ellas ni en poco ni en mucho, n i en este mom e n t o n i el otro, ni por t a l motivo n i por t a l otro, m i s ó menos fundado. -Y Saavedra Fajardo r e d u c e esta d o c t r i n a á u n a frase d e t a l m a n e r a á f i c a y elocuente, q u e sería imposible h a c e r l a mejor; él dice, á poco m á s ó menos, que si l a ley t u v i e r a l e n g u a y h a b l a r a no se necesitaría rey, n o se necesitaría g o b i e r n o p o r q u e el verdadero r e y es l a ley. -Y si era y no puede m e n o s d e ser en b u e n a d o c t r i n a el r e y l a ley bajo n n régimen absoluto, ¿qué d e b e r í a ser p a r a vosotros l a ley, Ministros constitucionales? Qué debería ser p a r a vosotros, q u e vivís aquí con u n p a c t o e n t r e l a Corona y el País, bajo l a v i g i l a n c i a d e dos Cuerpos Oolegisladores, q u e t i e n e n u n derecho c o n s t a n t e á censuraros, á l i m i t a r o s p a r l a m e n t a r i a m e n t e y, p o r v i r t u d de las verdaderas prácticas p a r l a m e n t a r i a s h a s t a á arrojaros d e l poder? Al periódico G- ir, BLAS, Demócrata y lo demás, TELLO TELLEZ.