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N U M E R O 800 ABC. MARTES 3 D E A G O S T O D E 1907. O C H O P A G I N A S E D I C I Ó N 1. PAGINA 3 LOS SUCESOS DE CASABLANCA DESEMBARQUE OE TROPAS FRANCESAS EN EL PUERTO PARA PROTEGER LOS CONSULADOS EN QUE SE ALBERGABAN NUMEROSOS EUROPEOS DE NUESTRO ENVIADO ESPECIAL Fot. Branger. A B C EN PARÍS E L GALLO F R A N C É S L a s determina- Clones d e l U o Dierno francés e n Marruecos c o n t i n ú a n disfrutando del favor d e l a Prensa, y animado quizá p o r l a s excelentes disposiciones p e riodísticas q u e l e excitan y estimulan á obrar con energía, p i e n s a llevar las cosas u n poco m á s lejos d e lo q u e e n u n principio s e propusiera. H a y e n F r a n c i a dos tendencias alarmantes, definidas, p a r a apreeiar la cuestión d e Marruecos: u n a q u e v e c o n d i s g u s t o l a pelig r o s a a v e n t u r a d e c o n q u i s t a r el Imperio y q u e n o p e r d o n a á los h o m b r e s d e Gobierno el abandono, e n favor d e Inglaterra, d e los derechos q u e F r a n c i a tenía e n E g i p t o á cambio d e la libertad d e acción e n Marruecos; y o t r a t e n d m c i a- -l a m á s p o d e r o s a s i n duda- -q u e es l a d e l o s q u e s u e ñ a n c o n apoderarse d e t o d o el I m p e r i o y q u e quisio- an precipit a r l o s acontecimientos p a r a v e r realizados s u s propósitos. E x i s t e s i n embargo, u n lazo c o m ú n q u e u n e estas d o s opuestas tendencias: el p a t r i o t i s m o francés. o u p o n g o q u e á l o s políticos españoles n o cogerá d e sorpresa saber q u e F r a n c i a aspira á s e r ú n i c a d u e ñ a y s e ñ o r a d e Marruecos, y q u e sólo este fin persigue, á despecho d e l o q u e d i s p o n g a l a letra d e acuerdos y tratados, p u e s c o m o Bismarck escribía los trat a d o s s e c u m p l e n c u a n d o convienen; s i n o s o n beneficiosos, n o s e cumplen. N o sólo h a b l a n d e esta aspiración d e d o m i n a r Marruecos los políticos e n s u s discursos; l a P r e n s a francesa n o s e oculta p a r a decirlo, y así este j u e g o peligroso e n q u e v a n á intervenir las armas españolas n o será d e p r o v e c h o a l g u n o p a r a nosotros. E n Francia, c u a n d o l o s g o b e r n a n t e s s e n a n decidido á comenzar la c o n q u i s t a pacífica d e Marruecos, l o h a n h e c h o apoyándos e e n la opinión, s e g u r o s d e q u e l a m a y o r p a r t e d e l a nación v e c o n simpatía la avent u r a d a empresa. H e m o s d e c o n v e n c e m o s d e q u e s i n el gesto del Kaiser e n T á n g e r F r a n cia á estas h o r a s estaría d o m i n a n d o el I m perio d e Marruecos s i n q u e l e arredraran sacrificios d e h o m b r e s n i d e dinero, q u e a m bas cosas facilitaría el país gustoso, pensando en q u e pronto sena dueño de otra Argelia P e r o e n España, ¿es q u e interesa algo al país lo q u e s u c e d e en Marruecos? I a nación ve i m poco m á s claro q u e los h o m b r e s q u e la gobiernan; s a b e q u e e n l a a v e n t u r a m a rroquí l a está reservado el papel del engallado d e l a pantomima y q u e t o d a s las s u- p u e s t a s ventajas q u e al d í a s i g u i e n t e d é l a á e n g o r d a r á este, gallo cacareador q u e n o conquista habían d e c o n c e d e m o s estos n u e s- s e decide á ir a l Rhiñ, y s e consuela clavantros entrañables amigos y vecinos los fran- d o fiero sus espolones e n el Muluya... ceses, n o valen lo q u e valen l o s h u e s o s d e José JUAN CADENAS u n solo soldado españoL París, Agosto. F r a n c i a tiene empeñadas en este a s u n t o las d o s pasiones q u e m á s ciegan y perturban: el interés y el amor propio. E l interés, porque, necesita cobrarse d e a l g ú n m o d o la pérdida. que e x p e r i m e n t ó al a b a n d o n a r E g i p to; el a m o r propio, p o r q u e dar en l a cabeza al- Kaiser y humillar s u gesto d e T á n g e r sería r v e s d e hace algún tiempo viene publicándose la colección d e obras postumas de Jacinto u n placer d e dioses p a r a cualquier ciudada- Verdaguer. El último de los volútnenes aparen o d e l a República. cidos contiene dos versiones distintas, y de fe ¡Pero nosotros... Y a q u e esta m a l h a d a d a chas muy lejanas entre sí, de u n poema acerca cuestión de. Marruecos nos- h a enajenado de Colón y su inmortal aventura. L a primera las simpatías d e u n a g r a n Potencia, c uizá de estas versiones corresponde á los años esde la nación á quien m a y o r agradéciniiento tudiantiles del sacerdote- poeta, y es acaso, cronológicamente considerada, la muestra más debemos, seamos p n i d e n t e s y p u e s t o qu e antigua d e su vocación. E s d e creer que n o la nos c o n s t a q u e n o h e m o s d e o b t e n e r n i n g ú n hubiera reproducido su autor en una colección beneficio positivo, n o g a s t e m o s m u e s t r o d i- que hubieseípodldo dirigir personalmente. E l nero n i d e m o s u n a sola g o t a d e la s a n g r e d e carácter retórico y cuasi infantil de esos fragn u e s t r o s soldados. N o s o t r o s n o habíamos mentos, sus resabios de aula, sus procédimiend e p o d e r oponernos á l o q u e Francia, m a- tos d e colegial precoz que no sabe todavía ñana, d e acuerdo con Inglaterra, quisiera apartar los ojos del modelo antiguo y gradúa las metáforas con e l tratado á la vista, y según hacer e n Marmecos, y c o m o lo que quiere los trozos escogidos de Virgilio ó Lucano que es s u conquista, q u e s e g a s t e ella sola s u ha ido traduciendo, íio justificarían por sí sodinero y s u s a n g r e e n limpiar d e m i s e r i a á los la impresión de semejante tentativa épica. Mas, concepto de obra p. óstuma y de, precela salvaje morisma. I,o s compromisos q u e e n Algecirás firmó dente curioso para el- estudio d e una personaE s p a ñ a l a obligan á bien poca cosa. I o s g o- lidad tan alta como la que llegó á alcanzar el vate dci- Folgarolas, -esa primitiva versión, ribernantes españoles contraen u n a grave res- mada á trechos, á toechos extractada en prosa, ponsabilidacf pretendiendo deducir d e aquel no carece de interés, ya que viene á demostrar pacto obligaciones d e sacrificios q u e n o en él la antigüedad y persistencia de s u fervor existen. Allí recibimos e l mandato d e colombino. coadyuvar á l a organización d e l a Policía Eor el contrario, la segunda revisión, de la e n Marruecos, reconociéndosenos él dere- cual n o tenia terminados al morir m á s que la cho d e ocupación E l mandato incumpli- leyenda preliminar, la introducción, los dos d o está; n o s queda el derecho d é ocupación, primeros cantos y varias tiradas sueltas, revey u n derecho n o es s i e m p i e u n a obligación, s o- la el retorno, en plena madurez de la vida y en bre todo, cuando, como escribía Bismarck, plena- maestría d t autor, al tema juvenil, predilecto y constante, al que podríamos llamar los resultados n o s o n beneficiosos 1 centro y foco de la epopeya cristiana que acaN u e s t r o papel e n esta entente con I n g l a t e- rició continuamente y de la cual la misma r r a y F r a n c i a á q u e n o s h a n llevado l o s e s- Atlántida no vino á ser más que digresión ó tadistas españoles, debiera s e r m u y seme- episodio preliminar. j a n t e al q u e desempeña I t a l i a e n l a Tríplice: Colón y s u estupenda hazaña despertaron en mezcla habilísima d e conveniencia y des- el niño sublime, en el pobre campesino de la Plana de Vich, una de las contadas inspiracioconfianza. A estas g r a n d e s empresas d e París; á e s- nesíépicas que pudo dar de sí el siglo pasado. tos Bancos, q u e s u e ñ a n c o n l a c o n q u i s t a d e Para Colón fué mi primer canto, dice en u n a nota marginal; para él será el último. U n a y Marruecos p a r a sacarse la e s p i n a d e E g i p- otra vez reaparece el nombre simbólico y proto, y la n o menos dolorosa d e l a alianza digioso en s u s composiciones sueltas, en sus rusa; á estos financieros, e n g a ñ a d o s p o r los odas, en s u s perlas místicas. E l relato d e la ingleses primero y p o r los r u s o s después, Atlántida pónelo en boca del anacoreta que h a q u e los a y u d e s u s Ejércitos, p u e s t o q u e e n recogido a Colón adolescente, después d e u n r e s u m i d a s cuentas e n este a s u n t o d e Casa- hórrido naufragio, como si debiera depositar blanca d e lo q u e s e t r a t a es d e p r o t e g e r los en el alma del futuro descubridor el germen fecundante d e sus incomparables delinos y auintereses d e u n o s cuantos negociantes e m- dacias. prendedores... Vosotros, pobres soldaditos Nadie con mayor emoción n i m a diáfana españoles, n i gloria siquiera habíais d e al- fantasía h a intentado penetrar en el estado canzar, p u e s los triunfos q u e conquistarais poético de aquellos días, de aquellas esperand e r r a m a n d o generosos v u e s í r a s a u g r e irían zas, d e aquella nueva pubertad del mundo, de A B C EN BARCELONA aquellos espíritus que se llamaron Isabel, fray Pérez de Marchena, Luis de Santárigel, L a s Casas. Nadie acaso h a vuelto á surcar el Océano como nuestro joven sacerdote, para revivir, después de cuatro centurias, el irdor divino d e los primeros viajes; n i nadie, como n o fueran Chateaubriand ó Humboldt, en la travesía al nuevo continente, habrá sabido leer en el misterio de los horizontes, en la majestuosa soledad de las llanuras atlánticas, en el curso de las estrellas, en las hierbas y troncos flotantes, en la desviación de la aguja náutica; en el vuelo de las aves que venían de Poniente, en la caricia celestial de los vientos alisios... todas las inquietudes, turbaciones, confianzas y alegrías inefables del vidente de Genova durante aquel otoño áureo de 1492, q u e divide dos épocas de la Historia. Yo presumo la fiebre deliciosa con que el gran cantor catalán abordaría á las ¡islas españolas del mar caribe, imaginando el primer contacto de los dos mundos, el asombro de los indios y la radiante aparición de las carabelas allí donde la Naturaleza parecía (agasajar á s u s audaces exploradores con los encantos de una voluptuosidad desconocida y el halago de unas flores, de un sol, de un periume, de una vegetación, de una segunda virginidad insospechada y maravillosa. Yo me le imagino siguiendo las radas donde la tradición señala el primer fondeo y saltándosele las lágrimas ante el tronco de la ceiba colosal y centenaria que sirvió d e primer amarre á las naos del nuevo Yasón... ¡H a y que sentir que quedara truncado el monumento que Verdaguer, en su última época, iba levantando á la memoria de Colón. E n él hubiesen encontrado el navegante y su ciclo el Apolonto de Rodas ó el Camoens lue hau esperado hasta ahora, atraídos; los épicos castellanos de u n modo preferente por la epopeya militar de los Bizarros y Corteses, antes q u e por el aspecto náutico d é l a exploración sin ejemplo. De todos modos, lo he ho basta para proclamar á Verdaguer como el poeta de Colón por excelencia; como el más alto cantor de su ciclo, despertado á los vientos de la gran poesía por la lectura d e sus viajes y por la meditación de las leyendas y textos antiguos, desde Platón á Marco Polo, que lanzaron al insigne Cristóbal en busca de la fabulosa Cipanfo. Así h a resultado también Verdaguer el vate e l a geografía, de los horrendos cataclismos geológicos, de los grandes panoramas y del relieve terráqueo; el gran animador d e la osamenta del planeta. MIGUEL S OLÍ VER tm m LOS C O L E C C I O N I S T A S D E LA M U J E R Y LA CASA EGALO D E Las lectoras de A B C que coT A p T s leccionen los números del suplemento La Mujer y la Casa reabirán gratis en la primera quincena de E n e ro d e 1908 UNAS LUJOSAS Y ARTÍSTICAS T A P A S P A R A S U ENCUADERNACIÓN, si conservan todos los vales publicados en las pájjinas de anuncios de A B C, que insertaremos diariamente con numeración correlativa R